Alckmin vê motivação política em investigação dos EUA e chama relatório do USTR de injusto e descabido
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), classificou como “extremamente injusta“ e “descabida” a recomendação apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) ao presidente dos EUA, Donald Trump, que prevê a aplicação de uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A declaração foi feita durante entrevista coletiva nesta terça-feira (02/06).
Segundo Alckmin, o governo brasileiro recebeu com indignação a conclusão preliminar da investigação comercial conduzida pelo USTR, que também aponta supostas práticas consideradas “irrazoáveis” por parte do Brasil e faz referências ao sistema de pagamentos instantâneos Pix.
“Pix é um patrimônio nacional e uma conquista do povo brasileiro. É tecnologia a serviço da sociedade e da economia, sem nenhum custo para as empresas e para a população”, afirmou.
Governo aposta no diálogo para reverter medida
Durante a coletiva, Alckmin destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalhará para evitar que a recomendação do órgão norte-americano se transforme em uma medida efetiva contra o Brasil. Segundo ele, o governo continuará apostando no diálogo diplomático e comercial entre os dois países.
O vice-presidente afirmou que as negociações já estavam em andamento, mas criticou a atuação de pessoas que, segundo ele, “colocam interesses políticos e eleitorais acima das questões nacionais”.
De acordo com Alckmin, sempre que as conversas avançam em busca de entendimento, surgem iniciativas que acabam dificultando o processo e prejudicando os interesses brasileiros.
“O caminho é o caminho do diálogo, o que já estava acontecendo, mas sempre que o diálogo avança falsos patriotas, sabotadores prejudicam colocam seus interesses pessoais e eleitorais acima do interesse do país e do interesse público”, declarou.
Defesa da agenda ambiental
Alckmin também contestou os argumentos apresentados pelo USTR ao destacar avanços recentes do Brasil na área ambiental. Segundo ele, “o país registrou a maior redução do desmatamento dos últimos sete anos” quando considerados os seis biomas brasileiros.
O vice-presidente ressaltou ainda que, “na Amazônia, a queda do desmatamento ultrapassou 50% “e reafirmou o compromisso do governo federal de zerar o desmatamento até 2030.
Para Alckmin, os resultados obtidos na área ambiental reforçam que a recomendação apresentada pelo órgão norte-americano “não encontra justificativa nos dados atuais e desconsidera os esforços realizados pelo Brasil” em temas relacionados à sustentabilidade e à preservação ambiental.
Veja o vídeo completo abaixo:
Foto da matéria em destaque: Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Imagem: Agência Brasil.
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