Ciro diz que seus aliados bolsonaristas são “homens honrados” e critica gestão estadual de implantar “ditadura corrupta” no Ceará
O ex-ministro, ex-governador do Ceará e pré-candidato ao governo do estado, Ciro Gomes (PSDB), afirmou que articulou uma ampla aliança de oposição para disputar as eleições estaduais deste ano e declarou que adota “critérios” na aproximação com lideranças identificadas com o bolsonarismo. As declarações foram dadas durante entrevista em que o tucano também fez duras críticas ao grupo político liderado pelo ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT).
Segundo Ciro, sua estratégia tem sido reunir lideranças que, apesar de divergências passadas, compartilham o objetivo de enfrentar o atual grupo que governa o Ceará.
“Eu procurei lideranças do estado do Ceará que estavam em oposição, mas dispersas e fraturadas. Procurei o Capitão Wagner, a quem eu tinha criticado duramente e também recebi críticas duras. Troquei uma ideia com ele e disse: ‘Capitão, você foi para a luta sozinho, disperso, sem apoio. Vamos nos juntar para tentar mudar esse quadro'”, afirmou.
Durante a entrevista, Ciro revelou que chegou a prometer um pedido público de desculpas ao ex-deputado federal Capitão Wagner. Segundo ele, o gesto ocorreu em reconhecimento ao fato de ter sido influenciado pela disputa política travada por seu irmão, Cid Gomes, que era adversário de Wagner.
“Eu era cego de amor pelo meu irmão Cid Gomes. Prometi que pediria desculpas publicamente e cumpri.”
O pré-candidato afirmou ainda ter buscado diálogo com outras lideranças da oposição, entre elas Roberto Cláudio (União), que disputou o governo estadual nas eleições de 2022 pelo PDT, ficando em terceiro lugar na disputa e o deputado federal André Fernandes, candidato à Prefeitura de Fortaleza nas últimas eleições.
Ao comentar a eleição municipal da capital cearense, Ciro destacou que André Fernandes chegou perto da vitória e ressaltou que não apoiou sua candidatura, optando por apoiar José Sarto (PSDB), que acabou derrotado.
Críticas a Camilo Santana e ao grupo governista
Ciro também voltou a direcionar críticas a Camilo Santana, acusando-o de romper alianças políticas no estado.
Segundo Ciro, Camilo teria levado integrantes do PDT para o PT e enfraquecido antigos aliados. Em sua fala, também citou o governador Elmano de Freitas (PT) e a deputada federal Luizianne Lins, atualmente filiada ao partido Rede Sustentabilidade, mas que teve um histórico de militância de 37 anos no PT.
De acordo com Ciro, Elmano teria sido politicamente projetado por Luizianne, que posteriormente perdeu espaço dentro do grupo governista.
“Livrar o Ceará desta ditadura corrupta”
Ao defender a construção da nova frente de oposição, Ciro elevou o tom contra a atual administração estadual.
“Estou juntando um movimento que tem por objetivo livrar o Ceará desta ditadura corrupta que está implantada aqui. Eu vou demonstrar isso ou não merecerei o respeito da população”, declarou.
“Meus bolsonaristas são homens honrados”
Um dos trechos de maior repercussão da entrevista foi a diferenciação feita por Ciro entre lideranças bolsonaristas com as quais afirma dialogar.
Segundo o pré-candidato, sua aproximação ocorre apenas com políticos que, em sua avaliação, possuem histórico de integridade.
“A diferença é que os meus bolsonaristas são todos homens honrados, limpos. Nenhum deles é picareta ou está envolvido com a Polícia Federal”, afirmou.
Veja os vídeo abaixo com as declarações do pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes:
As declarações reforçam a estratégia de Ciro Gomes de ampliar o campo de alianças para a disputa pelo Governo do Ceará, aproximando-se de antigos adversários políticos enquanto intensifica as críticas ao grupo que atualmente comanda o estado.
Foto da matéria em destaque: Ciro Gomes. Imagem: Redes sociais/Entrevista.
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