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Moraes aponta divergência entre os dados sobre armas de fogo e manda PF fazer busca na casa de Bolsonaro

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta quarta-feira (8) na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A ação, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durou cerca de uma hora e meia e terminou sem a apreensão de qualquer material.

Durante a operação, os agentes da Polícia Federal (PF) realizaram buscas por armas de fogo, munições e documentos de registro que estariam vinculados ao ex-presidente. Segundo informações divulgadas, nenhum dos itens procurados foi localizado na residência.

Na decisão, Moraes sustentou que a divergência entre os dados constantes nos autos e as informações posteriormente apresentadas pela defesa justificava a realização da busca domiciliar para garantir o cumprimento da determinação judicial.

Segundo o ministro, uma das armas teria sido informada pelos advogados como estando no Rio Grande do Sul. No entanto, essa versão diverge dos registros oficiais existentes e não foi acompanhada de documentação que comprovasse a localização da pistola mencionada.

“A discrepância entre as informações constantes dos autos e aquelas posteriormente apresentadas pela defesa torna imprescindível a adoção de busca e apreensão domiciliar a fim de assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas de fogo e afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado Jair Messias Bolsonaro”, afirmou o ministro.

Na decisão proferida na última sexta-feira (3), em que prorrogou a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes também revogou o porte de arma do ex-presidente e determinou o recolhimento de dez armamentos registrados em seu nome, que deveriam ser entregues no prazo de 48 horas. A medida foi respaldada pelo entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou a atual situação jurídica de Bolsonaro incompatível com a manutenção do direito de possuir armas de fogo.

Foto da matéria em destaque: Jair Bolsonaro. Imagem: Assessoria de Bolsonaro.

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