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Van Hattem reage a Fachin em decisões sobre a PF e rejeita “equivalência” entre Mendonça e Dino

O deputado federal e candidato ao senado Marcel van Hattem (Novo-RS) se pronunciou sobre a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre anular a decisão dos ministros André Mendonça e Flávio Dino, sobre o comando da Polícia Federal. Na prática, Andrei Rodrigues permanece na chefia da Polícia Federal.

“Olha, pessoal, a coisa só piora. Edson Fachin, que foi humilhado por Flávio Dino, decidiu dar um puxão de orelha nos dois, como se houvesse equivalência. André Mendonça, que está lá batalhando para defender o combate à corrupção, que está lá batalhando para colocar corrupto na cadeia, que está lá batalhando para mostrar as relações do INSS com Lulinha, do Master com o Moraes e toda essa turma lá do STF. Ele está igualando o André Mendonça, que é o mocinho da história, com Flávio Dino, que, com a sua decisão, reintegrou um daqueles que é considerado bandido pelos relatórios da Polícia Federal, que não é corrupta”, declarou o parlamentar.

Durante a manifestação, Van Hattem também fez referência às mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, relacionadas às investigações sobre o Banco Master.

O deputado afirmou que Andrei Rodrigues teria sido citado nas conversas como alguém que poderia oferecer proteção a Vorcaro e dificultar sua prisão.

Van Hattem também mencionou uma afirmação atribuída a Vorcaro para André Mendonça, relator do caso, de que sua colaboração estaria sendo sabotada pela própria Polícia Federal porque ele estaria fornecendo informações sobre Andrei Rodrigues. O deputado citou ainda um suposto encontro entre os dois em Londres, no qual teriam consumido uísque.

Veja o vídeo abaixo:

Fachin mantém Andrei no cargo até análise do Plenário

Ao suspender as decisões anteriores, Fachin determinou que Andrei Rodrigues permaneça no comando da Polícia Federal e estabeleceu prazo de 48 horas para que o diretor-geral preste informações no processo.

O presidente do STF classificou o conflito entre as decisões como uma situação de “grave lesão à ordem pública e à integridade do Supremo”. A análise definitiva do caso está marcada para 15 de setembro, quando o Plenário da Corte deverá avaliar o caso.

Foto da matéria em destaque: Marcel van Hattem. Imagem: Redes sociais.

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