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TSE abre investigação que pode ameaçar candidatura de Lula por desfile bancado com dinheiro público

O deputado federal e candidato ao Senado Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou nesta segunda-feira (17) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu andamento à ação apresentada pelo partido contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação no Carnaval de 2026.

A ação questiona o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro, na abertura do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. A escola levou à avenida um enredo dedicado à trajetória pessoal e política de Lula, que à época era pré-candidato à reeleição.

“Pode ficar inelegível, além de ter o seu registro de candidatura cassado. O TSE acabou de admitir a ação do Novo contra o Lula por suposto abuso em desfile de Carnaval”, afirmou Van Hattem.

De acordo com o parlamentar, o partido já havia alertado a Justiça Eleitoral antes da realização do desfile.

“Apesar de Lula ainda não ser candidato, estava evidente que aquela, entre aspas, homenagem era para promovê-lo politicamente”, declarou.

Segundo Marcel, na ocasião, a ministra Estela Aranha teria decidido aguardar a realização do Carnaval para verificar se haveria exposição política relacionada ao enredo.

“Naquela época, a ministra disse: ‘Só vamos esperar o desfile acontecer primeiro para ver se realmente vai ter exposição política’. E agora está comprovado por meio da nossa ação lá no TSE que houve, sim, quando pré-candidato Lula era, busca de benefício político eleitoral”, afirmou.

O Novo também questiona o volume de recursos públicos destinados à escola. De acordo com a legenda, foram empregados R$ 9,65 milhões provenientes do Município de Niterói, do Município do Rio de Janeiro, do Estado do Rio de Janeiro e da Embratur.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi admitida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira. O despacho foi assinado na última sexta-feira (14) e divulgado nesta segunda. Para o ministro, a petição reúne elementos mínimos para que a investigação prossiga.

A decisão, porém, não representa condenação ou reconhecimento das acusações. Trata-se de uma decisão de admissibilidade, pela qual o TSE reconhece que a ação reúne os requisitos necessários para ser processada.

Veja o vídeo abaixo:

Crédito da foto em destaque da matéria: Ricardo Stuckert.

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