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Jaques Wagner é intimado pela PF para depor em investigação sobre supostas vantagens ligadas ao Banco Master

O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal, foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento no próximo dia 7 de agosto. O parlamentar é investigado em um inquérito que apura o suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas relacionadas ao Banco Master, instituição que entrou em processo de liquidação.

Segundo os investigadores, há indícios de que benefícios financeiros teriam sido direcionados ao senador, de forma direta ou indireta, por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias relacionadas ao banco.

As apurações apontam que Wagner mantinha contato com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, apontado pela PF como responsável por intermediar operações financeiras e o envio de supostos benefícios ao parlamentar.

Entre os elementos reunidos pela investigação está o suposto pagamento de um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,4 milhões, localizado em Salvador (BA). Conforme a PF, uma conversa interceptada mostra Jaques Wagner encaminhando a Augusto o contato do gerente da construtora, acompanhado da mensagem: “A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi.” O diálogo é tratado pelos investigadores como um dos indícios analisados no inquérito.

As medidas cautelares contra o senador foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, além de impor restrições relacionadas a atividades econômicas.

Após ser alvo da operação da Polícia Federal, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado, no dia 24 de junho e a senadora Teresa Leitão (PT-PE) foi designada para assumir o cargo deixado por Wagner.

A investigação segue em andamento, e o depoimento marcado para agosto integra as diligências conduzidas pela Polícia Federal para esclarecer a eventual participação do parlamentar nos fatos apurados. Até o momento, não há condenação no caso, e o senador tem direito à ampla defesa e ao contraditório durante o andamento do processo.

Foto da matéria em destaque: Senador Jaques Wagner. Imagem:Carlos Moura/Agência Senado.

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