Hugo Motta defende fim da escala 6×1 com redução da jornada para 40 horas sem corte salarial
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (25/05) que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 deverá incluir a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial e com período de transição de um ano.
Durante entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara, Motta declarou que os três pontos considerados “inegociáveis” pela Casa são o fim da escala 6×1, a diminuição da carga horária semanal e a manutenção integral dos salários dos trabalhadores.
“Nós estamos garantindo que iremos reduzir de 44 horas para 40 horas semanais isso estará no texto do relator, também pra nós é inegociável a questão do fim da escala 6×1, nós estamos aqui garantindo que os trabalhadores brasileiros passarão a ter com a aprovação dessa Proposta de Emenda à Constituição a redução da escala, nós acabaremos com a escala 6×1, garantiremos 2 dias de folga por semana para os trabalhadores”, afirmou Motta, em entrevista coletiva.
Segundo Motta, a proposta prevê uma implementação gradual da mudança para permitir adaptação do mercado de trabalho e das empresas. O texto do relator deverá estabelecer que, após 60 dias da promulgação da PEC, haverá uma redução imediata de duas horas na jornada semanal. Após 12 meses, outras duas horas serão reduzidas, completando a carga de 40 horas semanais.
Como ficará a proposta da PEC
📌 Jornada atual
➡️ 44 horas semanais
➡️ Escala 6×1
➡️ Um dia de folga por semana⬇️
📌 Proposta em discussão
➡️ 40 horas semanais
➡️ Fim da escala 6×1
➡️ Dois dias de folga por semana
➡️ Sem redução salarial⬇️
📌 Transição prevista
🕒 Após 60 dias da promulgação
➡️ Redução inicial de 2 horas🕒 Após 12 meses
➡️ Nova redução de 2 horas
➡️ Jornada chega a 40 horas semanais
Motta destacou ainda que a Câmara parte do princípio de que a redução da jornada não poderá gerar perdas salariais aos trabalhadores.
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho também tem sido defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, Lula diverge da proposta de transição gradual apresentada pela Câmara.
Na última sexta-feira (22/05), durante participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, o presidente afirmou que a mudança deveria ocorrer de forma imediata.
“Nós defendemos que a redução seja de uma vez. De 44 horas para 40 horas e fim de papo, sem reduzir salário”, declarou Lula.
O petista também criticou a possibilidade de uma transição prolongada para a implementação da nova jornada. Segundo ele, “um período muito longo acabaria esvaziando o impacto da medida para os trabalhadores brasileiros”.
A PEC ainda deverá passar pela análise e votação no Congresso Nacional nos próximos meses.
Foto da matéria em destaque: Presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) em entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara dos Deputados, em 25/05/2026. Crédito da Imagem: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
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