Deltan questiona decisão que barrou sua candidatura a horas da eleição: “Pressão do PT? Querem eleger a Gleisi?”
O candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR) reagiu à decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que neste sábado (3) indeferiu seu registro de candidatura, a poucas horas do primeiro turno das eleições.
O ex-deputado e ex-procurador questionou a decisão monocrática e levantou suspeitas sobre uma possível influência política no julgamento.
“O ministro Floriano Marques, escolhido por Lula e amigo do Alexandre de Moraes, indeferiu sozinho minha candidatura a 4 horas do dia da eleição”, afirmou Deltan. Segundo ele, a decisão deveria ser tomada pelo plenário do TSE.
Deltan também apontou uma suposta contradição na atuação do ministro. “Anteontem o mesmo ministro deu uma decisão no meu caso dizendo que ele não poderia fazer isso que ele fez por conta da livre manifestação da soberania popular na escolha do eleitor, mas agora ele faz. O que mudou para ele contradizer a si mesmo?”, questionou.
Na sequência, o candidato citou como possibilidades as pesquisas eleitorais e uma suposta pressão política. “As pesquisas me indicando como vencedor? A pressão do PT, a pressão de Alexandre de Moraes?”, afirmou.
A decisão de Floriano Marques reverte o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado a candidatura de Deltan por 4 votos a 3. O ministro determinou que a Corte regional altere imediatamente o registro para a situação de “indeferido”.
Com as urnas já preparadas e lacradas, porém, o nome e o número de Deltan continuarão aparecendo na urna eletrônica. Os votos eventualmente destinados a ele neste domingo (4) deverão ser considerados nulos, conforme a decisão.
O caso está relacionado à saída de Deltan do Ministério Público Federal, em novembro de 2021. Em 2023, ao analisar o registro de sua candidatura a deputado federal, o TSE concluiu, por unanimidade, que ele havia pedido exoneração enquanto respondia a procedimentos disciplinares que poderiam resultar em punições mais graves. Para a Corte, a exoneração teria ocorrido com o objetivo de evitar uma hipótese de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. O registro foi cassado e Deltan perdeu o mandato.
Na eleição de 2026, entretanto, o TRE-PR considerou que havia elementos novos no caso, entre eles o posterior arquivamento dos procedimentos disciplinares e documentos apresentados pela defesa sobre as circunstâncias da exoneração. Por 4 votos a 3, os desembargadores autorizaram a candidatura.
Veja o vídeo abaixo:
Foto em destaque da matéria: Redes sociais/Deltan Dallagnol.
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