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Mensagem de Vorcaro a Hugo Motta: “Queria estar era em Mônaco com você”

Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, revelam uma relação de proximidade entre o empresário e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Em uma conversa de maio de 2025, Vorcaro afirmou estar em São Paulo, mas escreveu a Motta: “Mas queria mesmo estar era em Mônaco com você.”

Na sequência, o ex-banqueiro coloca sorrisos e pergunta se Motta quer falar? e uma ligação foi realizada de aproximadamente oito minutos.

Veja a mensagem:

WhatsApp-Image-2026-09-30-at-17.53.25 Mensagem de Vorcaro a Hugo Motta: “Queria estar era em Mônaco com você”

Outra mensagem divulgada também mostra uma conversa sobre o interesse de Motta em comentar a compra do Banco Master pelo BRB. Após ser procurado por uma pessoa que perguntou se o deputado gostaria de se manifestar sobre a operação, Motta enviou uma foto a Vorcaro. Em seguida, o empresário perguntou: “De onde é?”. Motta respondeu: “Não sei. Te mandei a foto para ver se conhece.”

Veja a mensagem:

WhatsApp-Image-2026-09-30-at-17.53.25-1 Mensagem de Vorcaro a Hugo Motta: “Queria estar era em Mônaco com você”

As mensagens reveladas pela Folha de S.Paulo revelaram proximidade, tratamento amigável e intimidade como ambos se chamavam de “irmão”. O termo apareceu 150 vezes ao longo dos diálogos. A relação incluía ainda encontros e contatos frequentes, ao menos 100 ligações e 19 encontros entre os dois no período analisado pela PF.

Conversa sobre o FGC

Em 23 de março de 2025, Motta procurou Vorcaro para tratar de um estudo relacionado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Na mensagem, o presidente da Câmara escreveu:

“Quando puder lembra de pedir a seu pessoal o estudo daquele assunto do FGC. Se você for a Brasília essa semana podemos voltar a falar para ver onde podemos tentar encaixar esse assunto. Estou à disposição! Abs”.

A conversa prosseguiu com Vorcaro dizendo que estava tratando do assunto e Motta afirmando que a movimentação seria importante para “mudar essa realidade”.

Segundo as investigações, o FGC teria acumulado um rombo superior a R$ 50 bilhões após a liquidação do banco, em decorrência de operações apontadas como fraudulentas.

Em nota, Hugo Motta negou qualquer irregularidade e afirmou que sua atuação parlamentar sempre foi pautada pelo diálogo institucional com diferentes setores da sociedade e do empresariado. O deputado também sustentou que as conversas com Vorcaro ocorreram dentro da normalidade.

Foto da matéria em destaque: Daniel Vorcaro à esquerda na foto e Hugo Motta à direita. Imagem: Reprodução.

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