Renan critica ‘polarização’ entre Lula e Flávio e defende pragmatismo nas relações com os EUA
O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), comentou as recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor novas tarifas ao Brasil e criticou a forma como o debate político brasileiro tem sido conduzido em torno do tema.
Segundo o político, tanto o governo Lula (PT) quanto setores ligados ao bolsonarismo cometem o erro de tratar a política externa a partir de interesses ideológicos, e não estratégicos.
“Eu acho que o Donald Trump, toda semana, tenta ajudar um amigo dele aqui no Brasil. Semana passada ajudou o Flávio, essa semana está ajudando o Lula”, afirmou.
Para Renan, o cenário atual evidencia uma disputa marcada por extremos. De um lado, segundo ele, há quem tente transformar o enfrentamento a Trump em espetáculo político; do outro, quem adota uma postura de alinhamento automático aos interesses americanos.
“Um quer mostrar como enfrenta o Trump. O outro quer mostrar uma adesão submissa ao Trump. Isso é muito estúpido. O Brasil não pode ficar sendo pautado pelo Donald Trump nas suas eleições e na sua política interna”, declarou.
Ao comentar as tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, Renan reconheceu a necessidade de negociação entre os dois países, mas argumentou que o Brasil possui ativos estratégicos capazes de equilibrar essa relação. Entre eles, destacou as reservas de terras raras, minerais considerados essenciais para a indústria de alta tecnologia e para a produção de equipamentos militares.
“Não existe indústria de altíssima tecnologia no século XXI sem terras raras. Os Estados Unidos precisam reduzir sua dependência da China, e o Brasil tem condições de se tornar um parceiro estratégico nessa cadeia produtiva”, afirmou.
Segundo o pré-candidato, o país deve abandonar tanto o antiamericanismo quanto o alinhamento automático aos interesses de Washington, adotando uma postura baseada exclusivamente nos interesses nacionais.
“A real é que nós não podemos ter ideologia para lidar com os Estados Unidos, nem para um lado nem para o outro. Temos que ser pragmáticos. O Brasil precisa negociar de igual para igual, defendendo aquilo que é melhor para os brasileiros”, concluiu.
Veja abaixo a declaração completa:
Renan Santos na foto em destaque da matéria. Imagem: Reprodução.
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