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Petrobras recebe aval do Ibama para iniciar perfuração na Margem Equatorial do Amapá

A Petrobras obteve nesta segunda-feira (20/10) a licença de operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar a perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá, na Margem Equatorial brasileira — região situada a cerca de 500 quilômetros da foz do rio Amazonas e 175 quilômetros da costa.

Segundo a companhia, a sonda já está posicionada na área e a perfuração deve começar imediatamente, com previsão de duração de cinco meses. O objetivo é obter informações geológicas para avaliar o potencial de exploração de petróleo e gás em escala econômica.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, comemorou a autorização e afirmou que a licença representa uma conquista da sociedade brasileira. “A efetiva emissão da licença revela o compromisso das instituições nacionais com o diálogo e com a viabilização de projetos que possam representar o desenvolvimento do país”, declarou.

Chambriard destacou que o processo levou quase cinco anos e envolveu diferentes esferas de governo e órgãos ambientais. “Nesse período, comprovamos a robustez da estrutura de proteção ambiental que estará disponível durante a perfuração. Vamos operar na Margem Equatorial com segurança, responsabilidade e qualidade técnica. Esperamos obter excelentes resultados nessa pesquisa e comprovar a existência de petróleo na porção brasileira dessa nova fronteira energética mundial”, afirmou.

A estatal informou ainda que atendeu a todas as exigências do Ibama e cumpriu integralmente o processo de licenciamento ambiental. Em agosto, foi realizada uma Avaliação Pré-Operacional (APO), uma espécie de simulado de emergência (simulado in loco) na qual o Ibama confirmou a capacidade operacional da Petrobras e a eficácia do plano de resposta a incidentes.

Em nota, o Ibama informou que a liberação ocorreu após “rigoroso processo de licenciamento ambiental”, que incluiu 65 reuniões técnicas em mais de 20 municípios dos estados do Pará e do Amapá, além de vistorias em estruturas de resposta a emergências.

Apesar da autorização, o projeto continua sendo alvo de críticas de ambientalistas, que alertam para os riscos à biodiversidade marinha da região próxima à foz do Amazonas.

Crédito para a foto da matéria: Tânia Rêgo/Agência Brasil.

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