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“Universidade só para a esquerda”? Camozzato e Ramiro, do Novo, acionam MPF e pedem afastamento de reitora da UFRGS

Os candidatos do Partido Novo no Rio Grande do Sul, Felipe Camozzato, candidato a deputado federal, e Ramiro Rosário, candidato a deputado estadual, protocolaram uma representação no Ministério Público Federal (MPF) pedindo o afastamento cautelar da reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Márcia Barbosa.

Segundo os candidatos, a reitora teria encaminhado, em 2 de setembro, um comunicado por meio de um canal oficial da universidade orientando professores, estudantes e servidores sobre como proceder diante da presença de grupos identificados como de “extrema direita” nos espaços da instituição.

Na representação, Camozzato e Ramiro pedem a investigação do caso, o afastamento cautelar da reitora e a apuração de um eventual uso político-eleitoral da estrutura pública da universidade.

De acordo com os parlamentares, o comunicado orientava a comunidade acadêmica a acionar a segurança da instituição e registrar ocorrências por meio de processo eletrônico junto ao Gabinete da Reitoria e à Procuradoria Federal da Advocacia-Geral da União (AGU) na UFRGS, para análise de possíveis medidas administrativas e judiciais.

Camozzato afirmou que a medida demonstraria uma tentativa de restringir o acesso de pessoas de direita à universidade.

“O que está claro é que a reitora quer a universidade apenas para os movimentos políticos de esquerda, sem contestação, que já dominaram não apenas os centros acadêmicos, como invadiram prédios públicos na universidade e causaram danos ao patrimônio”, declarou.

Ramiro Rosário também criticou a gestão da reitora e afirmou que a universidade já teria registrado episódios de apoio a grupos que ele classificou como terroristas.

“É por isso que estamos entrando na Justiça para que ela não possa proibir a entrada de pessoas que não sejam de esquerda dentro de uma universidade que é pública, pois somos nós que pagamos o salário dela e todos os custos da universidade”, afirmou.

Pedido de afastamento cautelar

Para os candidatos do Novo, o afastamento cautelar teria como objetivo impedir que a estrutura da universidade seja utilizada em benefício de uma determinada corrente política.

Segundo eles, a medida busca “garantir que a universidade não seja usada por uma corrente partidária em detrimento de outra e garantir a democracia plena, como está na lei”.

A representação agora deverá ser analisada pelo MPF, que poderá avaliar os fatos apresentados e decidir sobre eventuais providências.

Veja o vídeo abaixo:

Foto da matéria em destaque: A reitora da UFRGS, Márcia Barbosa à esquerda na foto; Ramiro Rosário, acima à direita e Felipe Camozzato, abaixo à direita.

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