Cleitinho desafia Republicanos e confirma que será candidato ao governo de Minas Gerais: “Vou respeitar a vontade do povo”
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou, na noite desta quarta-feira (29), que mantém sua pré-candidatura ao Governo de Minas Gerais, contrariando a posição oficial do partido, que mais cedo, havia anunciado que não lhe concederá legenda para disputar o Palácio Tiradentes nas eleições deste ano.
Em coletiva de imprensa, Cleitinho declarou que continua no projeto eleitoral e anunciou o nome do aliado e ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), como pré-candidato a vice-governador. Segundo o senador, sua decisão está respaldada pelos resultados das pesquisas de intenção de voto.
“Quero começar dizendo que eu sou pré-candidato a governador junto com o Falcão como vice. Não é só eu que quero ser candidato. Tem quase 50% da população mineira que quer que eu seja candidato, porque as pesquisas mostram isso”, afirmou.
O parlamentar disse que, desde o ano passado, defende a união da direita, acenou ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e que sempre condicionou sua candidatura ao desempenho nas pesquisas eleitorais.
“E disse o seguinte: se até o Nikolas quisesse ser candidato… Quantos gestos eu fiz para o Nikolas, na tribuna. Se o Nikolas quiser ser candidato, ele pode ser candidato. Eu ainda sou senador, espero. O Nikolas não quis. Aí eu falei: ‘Vamos juntar a direita’. Eu falei que, se chegasse perto da eleição e eu estivesse liderando as pesquisas, seria candidato. Saiu uma pesquisa mostrando quase 40% das intenções de voto, liderando em todos os cenários. Então, a voz do povo é a voz de Deus. Eu vou respeitar a vontade do povo”, declarou.
Críticas ao Republicanos
Durante o pronunciamento, Cleitinho criticou duramente a decisão do Republicanos de impedir sua candidatura. O senador classificou a medida como equivocada e insinuou que a sigla possui outros interesses políticos ao divulgar a nota.
Em um dos trechos, ele atacou adversários e dirigentes que, segundo ele, duvidam de sua capacidade de cumprir promessas de campanha.
“Acham que, se eu ganhar, não vou cumprir o que prometi. Eu não sou vocês, canalhas. O que eu prometer, eu vou cumprir. Não tenho lobby com mineradora, nem com patifaria”, afirmou.
Partido alegou ausência em convenção
Na manhã desta quarta, o Republicanos informou que não concederá legenda a Cleitinho porque o senador não compareceu à convenção eleitoral realizada no último sábado (25), encontro considerado estratégico para a definição dos rumos da legenda em Minas Gerais.
O senador, no entanto, rebateu a justificativa e afirmou que já havia comunicado que não poderia participar do evento por estar vivendo o luto pela morte do irmão mais novo, Matheus Augusto Azevedo, de 34 anos.
Matheus faleceu no dia 18 de julho, em decorrência de complicações causadas por um câncer. A convenção ocorreu exatamente uma semana após sua morte.
Ainda emocionado, Cleitinho questionou a cobrança pela presença no evento partidário.
“Eu ainda estou de luto. Tem uma semana que eu enterrei meu irmão. Como eu vou lançar uma candidatura estando de luto pelo meu irmão? Que clima eu tenho para fazer uma coisa dessas?”, disse.
Veja o vídeo abaixo:
Foto em destaque da matéria: Reprodução/Redes Sociais/@cleitinhoazevedo.
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