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EUA elevam pressão sobre o Brasil e ampliam taxação para até 37,5% sob alegação de trabalho forçado

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre determinados produtos brasileiros. A nova cobrança entra em vigor nesta sexta-feira (24) e será somada aos 25% já aplicados desde 22 de julho, elevando a carga tarifária total para até 37,5% sobre alguns itens exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano.

A medida é resultado de uma investigação comercial aberta pelos EUA em julho de 2025, que “concluiu que o Brasil não adota medidas consideradas suficientes para combater práticas relacionadas ao trabalho forçado em parte de sua cadeia produtiva”.

Segundo o governo norte-americano, o Brasil importa produtos de países que, na avaliação de Washington, não cumprem padrões adequados de proteção ao trabalho. Essa prática, segundo as autoridades dos EUA, “reduziria artificialmente os custos de produção e criaria uma concorrência considerada desleal para a indústria americana”.

O relatório divulgado pelos Estados Unidos destaca cinco setores que estariam relacionados às preocupações apresentadas durante a investigação: alumínio; algodão; eletrônicos; baterias de lítio; tabaco.

De acordo com a investigação, entre 2021 e 2025, o Brasil teria importado produtos que, segundo os EUA, foram fabricados com o uso de trabalho forçado, o que fundamentou a adoção da nova sanção comercial.

O Brasil, no entanto, não foi o único país atingido pela decisão. Ao todo, 60 países foram incluídos na investigação conduzida pelo governo norte-americano, que avaliou práticas comerciais e cadeias globais de fornecimento ligadas à utilização de mão de obra considerada irregular.

A ampliação das tarifas tende a aumentar a pressão sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, especialmente nos setores citados no relatório, podendo elevar custos para empresas exportadoras.

Foto da matéria em destaque: The White House. Imagem: Redes sociais/realdonaldtrump

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