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Ex-diretor da PRF condenado por golpe recebe aval de Moraes para continuar doutorado na prisão

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, recebeu autorização nesta segunda-feira (09/02) do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para dar continuidade aos estudos de doutorado, enquanto cumpre pena no presídio da Papudinha, um batalhão militar localizado no Complexo da Papuda, em Brasília.

Silvinei está preso desde dezembro e foi condenado a 24 anos e seis meses de reclusão por envolvimento no plano de tentativa de golpe de Estado. A decisão permite que ele mantenha suas atividades acadêmicas, na modalidade EAD (Ensino a Distância) dentro da unidade prisional, sob as regras do sistema penitenciário.

O ex-diretor ficou conhecido por sua atuação durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, quando ainda comandava a PRF. Na ocasião, ele organizou blitzes em rodovias federais que dificultaram o deslocamento de eleitores em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha maior apoio.

Em 9 de agosto de 2023, Silvinei foi preso preventivamente em Santa Catarina, suspeito de interferência no processo eleitoral. Em agosto de 2024, o ministro Alexandre de Moraes revogou a prisão preventiva e substituiu a medida por cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, ao entender que ele não representava risco às investigações naquele momento.

Uma semana depois, em 15 de agosto de 2024, a Oitava Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) condenou Silvinei ao pagamento de mais de R$ 500 mil por improbidade administrativa, por uso indevido do cargo público durante as operações realizadas no período eleitoral.

Já em 16 de dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal condenou o ex-diretor por unanimidade a 24 anos e seis meses de prisão. Os crimes imputados foram organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado.

Segundo as investigações, mesmo após a condenação, Silvinei tentou fugir do país. Ainda em dezembro de 2025, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e viajou de carro de Santa Catarina até o Paraguai. Ao tentar embarcar em um voo com destino a El Salvador, ele apresentou um passaporte pertencente a outra pessoa, o que levantou suspeitas das autoridades migratórias paraguaias.

A tentativa de fuga foi frustrada ainda no aeroporto, onde ele foi detido por agentes de imigração do Paraguai. No mesmo dia, após a prisão, o ex-diretor foi entregue às autoridades brasileiras e conduzido de volta ao país pela fronteira de Foz do Iguaçu, no Paraná.

Imagem da matéria em destaque: Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) (Foto: Reprodução).

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