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CPMI do INSS cancela sessão após depoentes apresentarem atestados médicos

Imagem: Senador Carlos Viana. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura um esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cancelou a sessão prevista para esta segunda-feira (09/02), em que seriam ouvidos o empresário Paulo Camisotti e o deputado federal Edson Queiroz (PSB-MA). Ambos apresentaram atestados médicos alegando impossibilidade de comparecer à oitiva.

O cancelamento foi confirmado pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que se manifestou publicamente nas redes sociais. Segundo ele, a CPMI foi informada de última hora sobre a ausência de Paulo Camisotti, que estava regularmente convocado para prestar depoimento.

“A sessão da CPMI do INSS, prevista para hoje, foi cancelada após o senhor Paulo Camisotti apresentar atestado médico de última hora, informando a impossibilidade de comparecimento à oitiva”, declarou o senador.

Paulo Camisotti é filho e sócio do empresário Maurício Camisotti, que se encontra preso por suspeita de participação em um esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. De acordo com as investigações, Paulo seria um dos elos finais da cadeia responsável pela operacionalização desses descontos, que teriam causado prejuízos significativos a milhares de beneficiários.

Além de Camisotti, o deputado federal Edson Queiroz (PSB-MA) também não compareceu à comissão, igualmente alegando problemas de saúde. Queiroz é presidente licenciado da Federação das Colônias de Pescadores do Estado do Maranhão (FECOPEMA), uma das entidades apontadas nas investigações como possível participante do esquema fraudulento.

A CPMI do INSS foi instalada com o objetivo de apurar a atuação de associações, federações e empresas suspeitas de realizar descontos indevidos diretamente nos contracheques de aposentados e pensionistas, muitas vezes sem autorização dos beneficiários. O esquema teria se aproveitado de brechas na fiscalização e da vulnerabilidade de idosos para desviar recursos por meio de contribuições associativas fraudulentas.

Apesar do cancelamento da sessão, o presidente da comissão adotou um tom firme ao afirmar que a CPMI não permitirá manobras para atrasar ou esvaziar os trabalhos investigativos.

“A CPMI não aceitará expedientes protelatórios nem o uso de atestados médicos como instrumento para esvaziar investigações. As providências legais e regimentais cabíveis serão adotadas, inclusive a condução coercitiva, caso seja necessário”, afirmou Carlos Viana.

A expectativa é que uma nova data para os depoimentos seja definida nos próximos dias. Integrantes da comissão defendem o aprofundamento das apurações para identificar todos os responsáveis pelo esquema e garantir a reparação dos danos causados aos segurados do INSS.

Foto da matéria em destaque: Senador Carlos Viana (Podemos-MG) à frente da CPMI do INSS. Imagem: Andressa Anholete/Agência Senado.

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