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STF detalha condições da cela onde Anderson Torres cumpre pena após condenação a 24 anos

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, começou nesta terça-feira (25/11) a cumprir a pena de 24 anos de prisão em regime inicial fechado. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como integrante do núcleo central da trama golpista que tentou manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após as eleições de 2022.

Com o trânsito em julgado da ação, Torres foi encaminhado para o núcleo de custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, localizado ao lado dos blocos principais do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O STF divulgou um comunicado com detalhes sobre a estrutura da unidade onde o ex-ministro ficará preso.

Segundo o Supremo, a unidade possui 54,76 m² de área coberta, dividida em quarto, banheiro, lavanderia, cozinha e sala, além de uma área externa de 10,07 m², utilizada para banho de sol e prática de exercícios físicos, sem controle de horário. Embora tenha capacidade para quatro pessoas, o espaço será utilizado exclusivamente por Torres como Sala de Estado Maior, conforme prerrogativas legais.

A cela dispõe de geladeira, armários, cama de casal, televisão e chuveiro com água quente. São oferecidas cinco refeições diárias: café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia.

O STF também destacou a estrutura de saúde disponível no local, que conta com dois médicos clínicos, três enfermeiros, dois dentistas, um assistente social, dois psicólogos, um fisioterapeuta, três técnicos de enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico. A “Papudinha” fica ainda a 8,2 km da UPA de São Sebastião e a 15,8 km de hospitais privados de Brasília, como o Sírio-Libanês.

Torres ocupava o comando da Secretaria de Segurança Pública do DF durante os atos golpistas de 8 de Janeiro, que resultaram na depredação da Praça dos Três Poderes por apoiadores de Bolsonaro. Questionado sobre a prisão do ex-ministro, o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou: “Isso não é assunto meu, é assunto da Justiça.”

Dos oito condenados no inquérito, Anderson Torres é o único que cumprirá pena no Complexo Penitenciário da Papuda. Com a condenação, ele perdeu o cargo de delegado da Polícia Federal (PF).

Os demais condenados do núcleo crucial por serem todos militares, foram enviados a instalações militares, como: O Comando Militar do Planalto e a Estação Rádio da Marinha, em Brasília, e a Divisão do Exército na Vila Militar, no Rio de Janeiro. A exceção de Alexandre Ramagem (PL-RJ) que está nos Estados Unidos, sendo considerado foragido, que pelo fato de ser civil, juntamente com Torres, também poderá cumprir pena no Complexo da Papuda.

Foto da Matéria em destaque: Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

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