Parlamentares pedem cassação do deputado petista Renato Freitas após episódio de briga de rua em Curitiba
O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) passou a enfrentar uma nova onda de pedidos de cassação após ser flagrado, nesta quarta-feira (19/11), em uma briga com outro homem na Rua Vicente Machado, no Centro de Curitiba. Vídeos e imagens que circulam nas redes sociais mostram os dois trocando socos, inclusive ambos com lesões visíveis no rosto.
A repercussão do episódio motivou deputados estaduais e vereadores a protocolarem representações na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) por quebra de decoro parlamentar. Os deputados Delegado Tito Barichello (União) e Ricardo Arruda (PL), além dos vereadores Guilherme Kilter (Novo) e Bruno Secco (PMB), confirmaram que vão pedir a cassação do mandato de Freitas. O Movimento Brasil Livre (MBL) também apresentou uma representação formal.
No documento enviado pelo vereador Guilherme Kilter, ele afirma que a conduta do deputado viola o Código de Ética e Decoro Parlamentar, atenta contra a dignidade da Alep e pode resultar na perda do mandato. Segundo ele, o regimento prevê punição nesse tipo de caso porque “envergonha a imagem do Paraná”.
O deputado Delegado Tito Barichello criticou o episódio, afirmando que “não se pode permitir que um parlamentar saia no braço no meio da rua”. Já o deputado Ricardo Arruda sustentou, em sua representação, que Freitas praticou um ato “incompatível e atentatório” à ética ao agredir um cidadão em via pública. Ele argumenta que o comportamento compromete a credibilidade da Assembleia, pois um parlamentar representa a instituição “24 horas por dia”. “Ele ultrapassou todos os limites”, declarou.
O vereador Bruno Secco também protocolou pedido de cassação, alegando que o deputado estaria em horário de trabalho no momento da briga, o que, segundo ele, cria “nexo direto com o exercício do mandato”. Em sua representação, afirma que Freitas “trocava socos na rua em pleno expediente”.
O MBL, por meio de seu coordenador estadual no Paraná, Willian Rocha, igualmente enviou à Alep um pedido de cassação, alegando que “o episódio fere a dignidade do cargo e a imagem da Assembleia”.
Os pedidos devem agora ser encaminhados ao Conselho de Ética da Assembleia. Renato Freitas já responde a pelo menos oito representações no colegiado por outros episódios, incluindo um protesto em um supermercado de Curitiba que terminou em tumulto, publicações nas redes sociais e uma queixa da diretora da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre dos Santos, por suposta injúria e difamação.
A Assembleia Legislativa informou, por meio de nota, que o caso será encaminhado ao Conselho de Ética caso haja representação formalizada. O próprio Conselho também se manifestou, explicando que todas as denúncias contra parlamentares devem primeiro ser recebidas pela Mesa Diretora e, em seguida, distribuídas a um relator. Após a designação, o processo administrativo tem prazo de 90 dias para conclusão.
“Esta Presidência adotará todos os trâmites legais cabíveis ao caso, dentro do contexto da ampla defesa e legalidade”, diz o comunicado.
Veja o vídeo do deputado Renato Freitas durante briga em rua de Curitiba-PR
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