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Energização do Linhão Boa Vista–Manaus rompe isolamento de Roraima e acende ciclo de desenvolvimento, destaca Dr. Hiran

Em um marco histórico para a infraestrutura nacional, o estado de Roraima foi oficialmente integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) com a energização da Linha de Transmissão Manaus–Boa Vista, em cerimônia realizada na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em Brasília.

O evento reuniu autoridades e técnicos do setor e contou com a participação do senador Dr. Hiran (PP-RR), que destacou a importância simbólica e prática da conquista. “Esse é um sonho de gerações que finalmente se torna realidade”, frisou o senador.

O feito encerra décadas de isolamento energético, o estado de Roraima que ainda dependia exclusivamente de sistemas isolados movidos a combustíveis fósseis. A obra, além de simbolizar a união definitiva do estado ao restante do país em termos energéticos, representa avanços econômicos, ambientais e sociais.

Investimento bilionário e avanço ambiental

Com investimento de R$ 2,6 bilhões, o chamado “Linhão de Roraima” possui 725 quilômetros de extensão, em circuito duplo de 500 quilovolts, ligando a Subestação Eng. Lechuga, no Amazonas, à Subestação Boa Vista, com ponto intermediário em Rorainópolis. Durante sua construção, foram gerados cerca de 3 mil empregos diretos, em meio a desafios logísticos típicos da floresta amazônica.

A interligação viabiliza a substituição gradual de usinas térmicas a óleo diesel, o que resultará na redução de mais de 1 milhão de toneladas de CO₂ por ano. A expectativa é de economia superior a R$ 600 milhões anuais em combustíveis fósseis.

“É uma virada que une sustentabilidade ambiental e responsabilidade fiscal”, afirmou o senador Dr. Hiran.

Energia mais limpa, estável e barata

Além do impacto ambiental, o projeto traz alívio ao bolso do consumidor. Com a conexão ao SIN, Roraima deixa de depender da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) — subsídio pago por todos os brasileiros para manter a energia nos sistemas isolados. A mudança promete energia mais barata, estável e de fonte limpa para os roraimenses.

O Linhão também permitirá o escoamento de até 700 megawatts de futuras hidrelétricas inventariadas no estado, abrindo caminho para Roraima se tornar exportadora de energia para o restante do país.

“Segurança energética chama desenvolvimento. Hoje, Roraima já vive um ciclo virtuoso, com a questão fundiária resolvida, expansão da produção agrícola e exportações para o Caribe e a Ásia. Com energia confiável, vamos abrir as portas para a industrialização do nosso estado”, declarou o senador.

Acordo com comunidades indígenas e continuidade de governo

O senador também destacou o papel do diálogo com comunidades indígenas para a viabilização do projeto. Um acordo com os povos Atuari e Waimiri-Atroari permitiu a passagem da linha de transmissão por suas terras, mediante compensações consideradas justas.

Dr. Hiran ainda ressaltou que a obra histórica é fruto de um esforço administrativo suprapartidário. Segundo ele, o projeto avançou durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que superou entraves jurídicos e políticos históricos, e teve continuidade na atual gestão federal.

“Essa conquista não pertence a um governo ou partido, mas sim ao povo de Roraima e ao povo brasileiro. Esperamos muito tempo por esse dia, e ele finalmente chegou”, afirmou o senador.

Salto tecnológico com fibra óptica

Além da energia, a linha de transmissão também carrega cabos de fibra óptica, o que representa um avanço para a conectividade de Roraima. O estado passa a contar com três rotas distintas de dados, aumentando a redundância e estabilidade da internet e telefonia.

“É um salto tecnológico que se soma ao salto energético e que coloca Roraima definitivamente no século XXI”, completou Dr. Hiran.

Um novo capítulo para Roraima

A energização do Linhão Manaus–Boa Vista representa mais do que uma obra de infraestrutura. É o início de uma nova era para o estado, que agora pode planejar com segurança investimentos industriais, crescimento urbano e ampliação dos serviços públicos, todos dependentes de uma base energética sólida.

“Vivi mais de 40 anos em Roraima esperando por esse dia. Lembro do meu amigo Dr. Phelippe Arce Daou, ex diretor da Rede Amazônica, que sempre lutou pelo desenvolvimento da região, e que me dizia: ‘Será que vou morrer sem ver Roraima integrada ao Brasil com energia estável e segura?’. Ele se foi, mas sei que estaria feliz de testemunhar essa vitória do povo de Roraima”, afirmou Dr. Hiran.

O senador destacou que o momento é de celebração, mas também de olhar para o futuro, “agora é hora de transformar essa energia em desenvolvimento e prosperidade”, concluiu o senador.

Foto em destaque: Senador Dr. Hiran, o segundo na foto à direita, durante a cerimônia realizada na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em Brasília. Imagem: Divulgação/Assessoria de Imprensa.

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